sexta-feira, 23 de março de 2012

dizimo verdade ou mito

                      

                                                            DÍZIMOS!
Gênesis 14:20  e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.

OBS.: CONFORME A BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA, PAG. 54 – TRADUÇÃO: GÊNESIS: 14.20: DEU-LHE O DÍZIMO DE TUDO.  ABRÃO DEU A MELQUISEDEQUE A DÉCIMA PARTE DE TODOS OS DESPOJOS QUE RECEBERA ( cf.Hb7.4 ), EM GRATIDÃO PELO SOCORRO E GRAÇA DE DEUS. ESTA É A PRIMEIRA VEZ QUE O ATO DE DAR O DÍZIMO É MENCIONADO NA BÍBLIA.

Gênesis 28:22  e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.

OBS.: JACÓ FAZ UM VOTO COM DEUS DE DAR O DÍZIMO.
Levítico: 27 - 30  Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do SENHOR; santas são ao SENHOR.

Levítico: 27 - 31  Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará o seu quinto sobre ela.

Levítico: 27 - 32  No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR

OBS.: CONFORME A BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA, PAG. 228 TRADUÇÃO: LEVÍTICO: 27.30: AS DÍZIMAS. O DÍZIMO É A DÉCIMA PARTE DO PRODUTO DA TERRA E DO GADO, QUE ERA DADO AO SENHOR. O DÍZIMO DE ISRAEL ERA ENTREGUE PARA O SUSTENTO DOS LEVITAS ( Nm 18.21 ) E DOS SACERDOTES ( Nm 18.28 ), PARA AJUDAR NAS REFEIÇÕES SAGRADAS ( Dt 14-22-27 ), E PARA SOCORRER OS POBRES, OS ÓRFÃOS E AS VIÚVAS ( Dt 14.28-29; VER O ESTUDO: DÍZIMOS E OFERTAS. PG. 1375 ).

Números: 18 - 21  E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo seu ministério que exercem, o ministério da tenda da congregação.
Números: 18 - 28 Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança herdareis.

OBS.: CONFORME A BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA, PAG. 262 TRADUÇÃO: NÚMEROS: 18.20:EU SOU A TUA... HERANÇA: OS SACERDOTES E OS LEVITAS NÃO DEVIAM TER NENHUMA HERANÇA TERRENA, POIS O PRÓPRIO DEUS ERA SUA PORÇÃO E HERANÇA. EM PRINCÍPIO, ESTA PROMESSA SE ESTENDE A TODOS OS CRENTES EM CRISTO. NOSSA HERANÇA NÃO ESTÁ NESSE MUNDO, PORQUE NÃO PASSAMOS DE PEREGRINOS E ESTRANGEIROS. DEVEMOS BUSCAR A COISAS CELESTIAIS, POIS DEUS HABITA NO CÉU ( Hb 11. 9-16 ).

Deuteronômio: 12 - 6  E ali trareis os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos, e as vossas ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas.

Deuteronômio: 12 - 7  E ali comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos alegrareis em tudo em que poreis a vossa mão, vós e as vossas casas, no que te abençoar o SENHOR, vosso Deus.

Deuteronômio: 12 - 11  Então, haverá um lugar que escolherá o SENHOR, vosso Deus, para ali fazer habitar o seu nome; ali trareis tudo o que vos ordeno: os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e toda escolha dos vossos votos que votardes ao SENHOR.

Deuteronômio: 12 - 17 Nas tuas portas, não poderás comer o dízimo do teu cereal, nem do teu mosto, nem do teu azeite, nem as primogenituras das tuas vacas, nem das tuas ovelhas; nem nenhum dos teus votos, que houveres votado, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão;

OBS.: DESDE GÊNESIS: 17 VERS. 12... JÁ EXISTIA O DINHEIRO; ENTÃO PORQUE DEUS NUNCA PEDIU O DÍZIMO EM DINHEIRO? SEMPRE PEDIU EM PRODUTOS DO FRUTO DA TERRA E TAMBÉM DOS ANIMAIS? A RESPOSTA É SIMPLES: COMO O DÍZIMO ERA PARA SUSTENTO DOS SACERDOTES E DISTRIBUIÇÃO AOS POBRES E VIÚVAS; DEUS SABIA QUE SE O DÍZIMO FOSSE DADO EM DINHEIRO, COM CERTEZA CORROMPERIA OS SACERDOTES E COM CERTEZA NÃO CHEGARIA ATÉ AOS POBRES E VIÚVAS.

Deuteronômio 14:22  Certamente darás os dízimos de toda a novidade da tua semente, que cada ano se recolher do campo.

Deuteronômio 14:23  E, perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu mosto, do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR, teu Deus, todos os dias.

Deuteronômio 14:28  Ao fim de três anos, tirarás todos os dízimos da tua novidade no mesmo ano e os recolherás nas tuas portas.

Deuteronômio 26:12  Quando acabares de dizimar todos os dízimos da tua novidade, no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então, a darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas e se fartem.

2 Crônicas 31:5  E, depois que essa ordem se divulgou, os filhos de Israel trouxeram muitas primícias de trigo, e de mosto, e de azeite, e de mel, e de toda a novidade do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância.

2 Crônicas 31:6  E os filhos de Israel e de Judá que habitavam nas cidades de Judá também trouxeram dízimos das vacas e das ovelhas e dízimos  das coisas sagradas que foram consagradas ao SENHOR, seu Deus; e fizeram muitos montões.

2 Crônicas 31:12  Ali, meteram fielmente as ofertas, e os dízimos, e as coisas consagradas; e isso estava a cargo de Conanias, o levita maioral, e Simei, seu irmão, o segundo.

Neemias 10:37  e que as primícias da nossa massa, e as nossas ofertas alçadas, e o fruto de toda árvore, e o mosto, e o azeite traríamos aos sacerdotes, às câmaras da Casa do nosso Deus; e os dízimos da nossa terra aos levitas; e que os levitas pagariam os dízimos em todas as cidades da nossa lavoura;

Neemias 10:38  e que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando os levitas recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos  dos dízimos à Casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro.

Neemias 12:44  Também, no mesmo dia, se nomearam homens sobre as câmaras, para os tesouros, para as ofertas alçadas, para as primícias e para os dízimos , para ajuntarem nelas, das terras das cidades, as porções designadas pela Lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali.

 Neemias 13:5  e fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, os utensílios e os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes.

Neemias 13:12  Então, todo o Judá trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros.

Amós 4:4  Vinde a Betel e transgredi; a Gilgal, e multiplicai as transgressões; e, cada manhã, trazei os vossos sacrifícios e, de três em três dias, os vossos dízimos.

OBS.: CONFORME A BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA, PAG. 1300-1301 TRADUÇÃO: AMÓS: 4.4-5: MULTIPLICAI AS TRANSGRESSÕES.
OS ISRAELITAS MULTIPLICAVAM SEUS PECADOS AO PRESTAREM A DEUS UM CULTO DESTITUIDO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO. DE NADA VALIAM, POIS, SEUS SACRIFÍCIOS E DÍZIMOS. OS QUE PROFESSAM SER SALVOS, E DEMONSTRAM ADORAR AO SENHOR, INCLUSIVE COM SUAS OFERTAS , MAS CONTINUAM A AMAR OS PRAZERES DO MUNDO, SÃO UMA ABOMINAÇÃO AO SENHOR. DEUS ACEITA SOMENTE A ADORAÇÃO E DEVOÇÃO DOS QUE O AMAM, E PORFIAM POR TRILHAR SEUS CAMINHOS.

Malaquias 3:8  Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.

Malaquias 3:10  Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.

OBS.: CONFORME A BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA, PAG. 1374 TRADUÇÃO: MALAQUIAS: 3.10: DERRAMAR SOBRE VÓS UMA BÊNÇÃO. SE O POVO SE ARREPENDESSE E SE VOLTASSE AO SENHOR, E COMO SINAL DE SEU ARREPENDIMENTO , PASSASSE A SUSTENTAR A OBRA DE DEUS E OS SEUS MINISTROS COM OS DÍZIMOS E OFERTAS, O SENHOR O ABENÇOARIA DE FORMA ABUDANTE. DEUS ESPERA QUE DEMONSTREMOS AMOR E DEVOÇÃO A ELE E À SUA OBRA POR MEIO DOS DÍZIMOS E OFERTAS PARA QUE O SEU REINO SEJA PROMOVIDO ( ver o estudo DÍZIMOS E OFERTAS, pg. 1375 ), AS BÊNÇÃOS QUE ACOMPANHAM A FIDELIDADE NA CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA VIRÃO TANTO NESTA VIDA COMO NA DO PORVIR. porém os sarcedote eram os pobre e os crentes rico, hoje é o contrario os sacertode que estão rico. o que observamos é que o dizismo não é ensinado e sim é manipulado pelos lideres enveis de ensinar. ou mostrar porque e para que servi o dismo.
porém nós não vimos para que dervi o dizimo a não ser para benefício próprio.



TRADUÇÃO – DÍZIMOS E OFERTAS – PG. 1375-1376 CONFORME A BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA:
NA LEI DE DEUS, OS ISRAELITAS TINHAM A OBRIGAÇÃO DE ENTREGAR A DÉCIMA PARTE DAS CRIAS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS, DOS PRODUTOS DA TERRA E DE OUTRAS RENDAS COMO RECONHECIMENTO E GRATIDÃO PELAS BÊNÇÃOS DIVINAS. O DÍZIMO ERA USADO PRIMARIAMENTE PARA COBRIR AS DESPESAS DO CULTO E O SUSTENTO DOS SACERDOTES.

NOSSAS CONTRIBUIÇÕES DEVEM  SER PARA A PROMOÇÃO DO REINO DE DEUS, ESPECIALMENTE PARA A OBRA DA IGREJA LOCAL E A DISSEMINAÇÃO DO EVANGELHO  PELO MUNDO; PARA AJUDAR AOS NECESSITADOS; PARA ACUMULAR TESOUROS NO CÉU E PARA APRENDER A TEMER  AO SENHOR

NOSSAS CONTRIBUIÇÕES DEVEM SER PROPORCIONAIS À NOSSA RENDA. NO ANTIGO TESTAMENTO, O DÍZIMO ERA CALCULADO EM UMA DÉCIMA PARTE. DAR MENOS QUE ISTO ERA DESOBIDIÊNCIA A DEUS. ALIÁS EQUIVALIA A ROUBA-LO ( Ml 3.8-10 ), SEMELHANTEMENTE, O NOVO TESTAMENTO REQUER QUE AS NOSSAS CONTRIBUIÇÕES SEJAM PROPORCIONAIS ÀQUILO QUE DEUS
   
NOS TEM DADO. 1º CORINTIOS: 16 VERS. 2  No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar.

NOSSAS CONTRIBUIÇÕES DEVEM SER VOLUNTÁRIAS E GENEROSAS, POIS ASSIM É ENSINADO TANTO NO ANTIGO TESTAMENTO (Ex. 25.1 ) QUANTO NO NOVO TESTAMENTO: 2º CORINTIOS: 8 VERS. 1 ao 3   Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia;

2-  como, em muita prova de tribulação, houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza superabundou em riquezas da sua generosidade.

3- Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. NÃO DEVEMOS HESITAR EM CONTRIBUIR DE MODO SACRIFICIAL, POIS FOI COM TAL ESPÍRITO QUE O SENHOR JESUS ENTREGOU-SE POR NÓS. PARA DEUS, O SACRIFÍCIO  ENVOLVIDO É MUITO MAIS IMPORTANTE DO QUE O VALOR MONETÁRIO DA DÁDIVA.

NOSSAS CONTRIBUIÇÕES  DEVEM SER DADAS COM ALEGRIA, TANTO O EXEMPLO DOS ISRAELITAS NO A.T. ( Ex 35.21-29; Cr 24.10 ),QUANTO O DOS CRISTÃOS MACEDÔNIOS DO N.T. ( 2 Co 8.1-5 ) SERVEM-NOS DE MODELOS.
DEUS TEM PROMETIDO RECOMPENSAR-NOS DE CONFORMIDADE COM O QUE LHE TEMOS DADO: 1º TIMÓTEO: 6 VERS. 19  que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna. MATEUS: 19. 21 ao 24:  Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me.

22  E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.

23  Disse, então, Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico       no Reino dos céus.

CONCLUSÃO: NO NOVO TESTAMENTO, NÃO EXISTE DÍZIMOS, MAIS SIM; OFERTAS OU CONTRIBUIÇÕES CONFORME O APÓSTOLO PAULO PEDIU EM:  2º Coríntios 9:7  Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Mateus 23:23  Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas

OBS.: SÃO MUITAS PESSOAS, INCLUSIVE PASTORES, BISPOS E ATÉ OS QUE SE DENOMINAM “ APÓSTOLOS ” QUE USAM O ÚNICO VERSÍCULO ACIMA DA BÍBLIA NO NOVO TESTAMENTO, ONDE O SENHOR JESUS SITA A PALAVRA DÍZIMO, QUERENDO JUSTIFICAR A COBRANÇA DO DÍZIMO NO NT, COMO SE O SENHOR JESUS ESTIVESSE CONFIRMANDO QUE OS CRISTÃOS DA ÉPOCA DA GRAÇA, ESTÁ OBRIGADO A PAGAR O DÍZIMO. O QUE ESSES CONHECEDORES DA PALAVRA NÃO SABEM OU NÃO QUEREM SABER; É QUE, QUANDO JESUS RECRIMINOU OS FARISEUS, FOI PORQUE ELES QUERIAM PARECER CUMPRIDORES DA LEI, MAS OMITIAM O MAIS IMPORTANTE DA LEI, JUIZO, MISERICÓRDIA E A FÉ, QUE INCLUSIVE ELE CUMPRIU. MAS, QUANDO O SENHOR JESUS MORREU E RESSUSCITOU, FOI RASGADO O VÉU QUE IMPEDIA O LIVRE ACESSO DE TODOS A FALAR DIRETO COM O PAI EM NOME DE JESUS; E DESSA FORMA, A LEI FOI SUBSTITUIDA PELA  NOVA ALIANÇA, OU SEJA, O EVANGELHO DA GRAÇA DO FILHO DE DEUS, POR ISSO ELE DIZ EM: LUCAS: 16 VERS. 16  A Lei e os Profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele. GALATAS: 3 VERS. 10 ao 13...  Todos aqueles, pois, QUE SÃO DAS OBRAS DA LEI ESTÃO DEBAIXO DE MALDIÇÃO;   porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.

sábado, 17 de março de 2012

JESUS DO GÊNESIS A APOCALIPSE


JESUS DO GÊNESIS A APOCALIPSE

Em Gênesis (3.15)
Ele é o descendente da mulher,
Em Êxodo (12.1- 5)
Ele é o nosso Cordeiro pascoal,
Em Levítico (4.13- 21)
É o nosso Sacrifício pelo pecado,
Em Números (20.7- 13)
É o que foi levantado para nossa cura e redenção,
Em Deuteronômio (18.18- 22)
É o verdadeiro profeta,
Em Josué (5.13- 15)
É o Capitão da nossa salvação,
Em Juízes (3.9)
É o nosso juiz Libertador,
Em Rute (3.8- 18)
É o nosso parente Resgatado,
Em Samuel (1Sm 8.5)
É o Rei Esperado,
Em Reis (1Rs 4.34)
É o Rei Prometido
Em Crônicas (1Cr 3.10)
É o descendente de Davi,
Em Esdras (7.10)
É o Ensinador Divino,
Em Neemias (2.18- 20)
É o Edificador,
Em Ester (4.14)
É a providência do Senhor, para seu povo,
Em Jó (19.25)
É o nosso Redentor que vive,
Em Salmos (46.11)
É o nosso Socorro e Alegria,
Em Provérbios (8.22- 36)
É a Sabedoria de Deus,
Em Eclesiastes (9.8)
É o Alvo verdadeiro,
Em Cantares (2.8)
É o Amado da nossa alma,
Em Isaías (35.4)
É o Messias que há de vir,
Em Jeremias (31.18)
É o Senhor dos Exércitos,
Em Lamentações (1.2)
É o Consolador,
Em Ezequiel (3.3)
É o Filho do homem,
Em Daniel (2.34,35)
É a Pedra que esmiúça,
Em Oséias (11.7)
É Aquele que orienta o desviado,
Em Joel (3.12)
É o Juiz de todos os povos,
Em Amós (4.13)
É o Deus dos Exércitos,
Em Obadias (1.21)
É o nosso Salvador,
Em Jonas (2.9)
É a salvação do Senhor,
Em Miquéias (4.12)
É a Testemunha contra as nações rebeldes,
Em Naum (1.7)
É a Fortaleza no dia da angústia,
Em Habacuque (1.13)
É o puro de Olhos,
Em Sofonias (3.8)
É o nosso Zeloso,
Em Ageu (2.4)
É o Deus que está conosco,
Em Zacarias (6.12)
É o Renovo da justiça,
Em Malaquias (4.2)
É o Sol da justiça,
Em Mateus (2.6)
É o Messias Prometido,
Em Marcos (16.9)
É o Cristo ressuscitado,
Em Lucas (12.8)
É o Filho do homem,
Em João (1.14)
É o Filho de Deus,
Em Atos (2.24)
É o Senhor Redivivo,
Em Romanos (8.30)
É a justiça de Deus,
Em 1Coríntios (1.30)
É o Senhor nosso,
Em 2Coríntios (4.25)
É a nossa Suficiência,
Em Gálatas (5.1)
É o nosso Libertador do julgo da Lei,
Em Efésios (4.15)
É o cabeça da Igreja,
Em Filipenses (2.18)
É a nossa Alegria,
Em Colossences (3.3)
É a nossa Vida,
Em 1Tessalonicenses (4.16)
É Aquele que há de vir,
Em 2Tessalonicenses (2.1)
É o Senhor que vai voltar,
Em 1Timóteo (1.1)
É a nossa Esperança,
Em 2Timóteo (2.19)
É o Senhor que conhece os que são seus,
Em Tito (3.4- 8)
É o nosso Modelo,
Em Filemom (1.4- 7)
É o nosso Senhor e Mestre,
Em Hebreus (7.3)
É o Sacerdote Eterno,
Em Tiago (4.12)
É o Modelo de Legislar,
Em 1Pedro (2.6)
É a Preciosa Pedra Angular da nossa fé,
Em 2Pedro (1.3- 10)
É a nossa Força,
Em 1João (2.25)
Ele é a promessa de Vida Eterna,
Em 2João (1.6)
É o nosso Caminho,
Em 3João (1.4)
É a nossa Verdade,
Em Judas (1.4)
É o nosso Protetor e Senhor,
Em Apocalipse (19.16)
É o nosso Rei Triunfante.
AMÉM

TIPOLOGIA: CONSIDERAÇÕES GERAIS


TIPOLOGIA: CONSIDERAÇÕES GERAIS
A palavra "tipologia" é de origem grega. Deriva-se do substantivo typos, termo usado no mundo antigo para indicar a) à marca de um golpe; b) uma impressão, a marca feita por um cunho - daí o sentido de figura, imagem e c) modelo ou padrão, que é o sentido mais comum na Bíblia.
Na Bíblia o modelo é usado em dois sentidos distintos: (1) a correspondência entre duas situações históricas, tais como Adão e Cristo (cf. Rm 5.12-21); (2) a correspondência entre o padrão celestial e seu equivalente terrestre. Exemplo: o original divino por trás do tabernáculo terrestre (At 7.44; Hb 8.5; 9.24). Há várias categorias - pessoas (Adão, Melquisedeque), eventos (o dilúvio, a serpente de bronze), instituições (festas), lugares (Jerusalém, Sião), objetos (altar de holocaustos, incenso), ofícios (profeta, sacerdote, rei). "A tipologia bíblica, portanto, envolve uma correspondência análoga em que eventos, pessoas e lugares anteriores na história da salvação tornam-se padrões por meio dos quais eventos posteriores, pessoas, etc. são interpretados" (G. R. Osborne).
Além dos conceitos mencionados acima, também existe o uso paralelo de figuras de linguagem, juntamente com os tipos, para indicar um exemplo moral a ser seguido. Todos os crentes como tais, devem considerar-se modelos ou padrões da vida que se assemelha à de Cristo.
É relevante fazer uma distinção entre tipo e símbolo. Embora ambos indiquem alguma coisa, diferem em pontos importantes.
 Símbolo é um sinal.
 Tipo é um modelo ou imagem de alguma coisa.
 O símbolo refere-se a alguma coisa do passado, presente ou futuro.
 O tipo sempre prefigura uma realidade futura.
Podemos resumir esses quatro pontos dizendo que "O símbolo é um fato que ensina uma verdade moral. O tipo é um fato que ensina uma verdade moral e prediz a realidade daquela verdade" (Davidson).
É preciso dizer ainda que os tipos do Antigo Testamento eram ao mesmo tempo símbolos (no sentido que comunicavam verdades espirituais aos seus contemporâneos), pois sua significação simbólica podia ser entendida antes de sua significação tipológica ser determinada.
A tipologia é o estudo das figuras e símbolos da Bíblia, com os quais Deus procura mostrar, por meio de coisas terrestres as coisas espirituais. Visto a incapacidade da mente humana de compreender as coisas divinas, nos mesmos termos encontramos no Antigo Testamento Deus falando das glórias celestiais através de coisas terrestres, ou seja, TIPOS.
Existe uma relação profética muito interessante entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Essa relação analógica (analogia = semelhança entre coisas diferentes) entre os símbolos e personagens do Antigo Testamento e aos elementos do Novo Testamento é chamada de tipologia bíblica.

Agostinho estava absolutamente correto em seu dito famoso: “O Novo Testamento está oculto no Antigo Testamento, e o Antigo é revelado no novo”.
Os materiais usados para a entrada do pátio do Tabernáculo eram de fios: azul, púrpura, e escarlate e tecido de linho finíssimo.
A altura da entrada era 2.25 m (7.4 pés), e sua largura era mais ou menos 9 m (30 pés). Era uma tela tecida de fios azul, púrpura, e escarlate e tecido de linho finíssimo, que estava presa a quatro colunas. De tal forma, que sempre que alguém tentasse entrar no pátio do Tabernáculo, ele/ela podia facilmente encontrar sua entrada.
Os materiais de fios azuis, púrpura, e escarlate e o tecido de linho finíssimo usados para a entrada do Tabernáculo manifestavam que Deus nos salvaria de todos os nossos pecados pelas quatro obras de Seu Filho Jesus.
Primeira, que o fio azul nos mostra? Mostra-nos uma parte da verdade em Jesus, que se tornou o Messias real dos pecadores, vindo a esta Terra e tomando os pecados do mundo recebendo Seu batismo por João. De fato, este batismo que Jesus recebeu de João no Rio de Jordão é a verdade de Jesus de que tomou todos os pecados do mundo de uma vez para todas. Jesus realmente eliminou todos os pecados do mundo sobre Si sendo batizado por João Batista, o representante de toda humanidade. Porque os pecados de todo foram dessa forma passados sobre a própria cabeça do Cristo, quem crê nesta verdade não tem nenhum pecado em seu coração.
Segundo qual é o significado real do fio púrpura tecido na entrada do pátio do Tabernáculo? Diz a nós que Jesus é o verdadeiro Rei dos reis. Jesus, de fato, fez o universo, Ele mesmo é o Criador, não uma criação, e é o verdadeiro Messias que veio a esta Terra. Ele, o Messias, realmente veio a esta Terra já na semelhança de homem. E pelo levar todos os pecados do mundo sobre Seu próprio corpo através do batismo recebido por João, e com Seu sacrifício, morte e ressurreição, Jesus salvou a todos os que reconheceram, temeram, e creram Nele como o Messias, de todos os seus pecados e do julgamento do pecado.
Jesus é de fato nosso Deus e Messias absoluto. Ele é o Salvador absoluto. Porque Jesus levou todos nossos pecados sobre Ele com Seu batismo, pelo derramamento de sangue e morte na Cruz e ressuscitando de Sua morte, Ele não só eliminou todos nossos pecados, mas Ele também recebeu o julgamento do pecado delegado a nós em nosso lugar.
A fio escarlate, em terceiro lugar, refere-se ao sangue que Jesus derramou na Cruz, e seu significado é que Cristo deu nova vida àqueles que crêem. Esta verdade do fio escarlate diz a nós que Jesus Cristo não só recebeu o julgamento de nossos próprios pecados tomando os pecados do mundo sobre Ele mesmo com Seu batismo recebido por João, mas Ele também deu nova vida aos que crêem concedendo a vida - dando fé a aqueles que morreram para o pecado. Para aqueles que crêem em Seu batismo e no sangue que Ele derramou Jesus realmente deu vida nova.
O que, então, significa o tecido de linho finíssimo? Manifesta que com o Novo Testamento, Deus cumpriu Sua promessa de salvação escrita no Antigo Testamento. E ele diz a nós isto quando Jesus tomou todos os pecados do mundo nele Mesmo com Seu batismo e foi julgado pelos nossos pecados na Cruz no Novo Testamento, Ele cumpriu a salvação que Deus prometeu aos Israelitas e a nós com Sua Palavra de salvação.
Deus Yahweh disse em Isaías 1:18, " Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã." Também, o sistema de sacrifício do Antigo Testamento orientando como os sacrifícios são oferecidos no Tabernáculo, sob que os pecados do povo de Israel foram passados sobre o cordeiro de sacrifício com a imposição das mãos, era a promessa que Deus fez para os Israelitas e a nós. Isto foi revelação de Deus da promessa que Ele salvaria todas as pessoas do mundo de seus pecados diários e anuais pelo Cordeiro de Deus no futuro.
Isto também foi o sinal dos Messias prometido a vir. Então no período do Novo Testamento, quando Jesus Cristo tomou todos os pecados do mundo nele Mesmo todos de uma vez recebendo Seu batismo de acordo com o método do Antigo Testamento, foi à realização da salvação de Deus. Tendo dado a nós toda Sua Palavra de promessa, Deus nos mostrou que Ele realmente as cumpriu todas, exatamente como Ele prometeu. O batismo que Jesus recebeu manifesta esta verdade, de que o Deus da salvação cumpriu toda a Sua promessa divina.
Pr. Rodrigo M. de Oliveira


SIMBOLISMO E TIPOLOGIAS
A maioria dos estudiosos concorda que no Antigo Testamento existem tipos que são posteriormente, no Novo Testamento, especificados e declarados. Os dois Testamentos se correlacionam por meio destas prefigurações e tipos. O Novo Testamento considera que alguns personagens, elementos e fatos do Antigo Testamento são prefigurações do que ainda estava por vir.
Porém, os intérpretes se dividem quanto à freqüência com que isto pode ocorrer. Alguns dizem que praticamente todo o Antigo Testamento é prefiguração do Novo. Por exemplo, a quem diga que as dobradiças do templo de Salomão representavam as duas naturezas de Cristo. Outros defendem que os tipos estão explicitamente identificados, ou ainda implicitamente. Há quem afirme também que tipos são apenas os que o Novo Testamento afirma ser, ou seja, bem claro e explícito. E ainda há aqueles que dizem não haver tipos de quaisquer espécies na Bíblia.
Que elementos do Antigo Testamento devemos aceitar como sendo tipos prefigurados do Novo Testamento? Que regras devemos seguir para interpretá-los?
1.  Termos do Novo Testamento associados aos tipos
O termo “tipo” vem do grego typos, e aparece 15 vezes no Novo Testamento. E ganhou diversas traduções como se segue abaixo:
“…vir o sinal dos cravos nas mãos…” (Jo. 20:25)
“…figuras que vós fizestes para adorá-las…” (At. 7:43)
“…disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto” (At. 7:44)
“E escreveu-lhe uma carta nestes termos:” (At. 23:25)
“…da transgressão de Adão o qual é figura daquele que havia de vir.” (Rm. 5:14)
“…obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” (Rm 6:17)
“Ora, estas coisas nos foram feitas para exemplo…” (1 Co 10:6)
“…aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós” (Fp. 3:17)
“De sorte que vos tornastes modelo para todos…” (1 Ts. 1:7)
“…mas para vos dar nós mesmos exemplo, para nos imitardes.” (2 Ts. 3:9)
“…mas sê um exemplo para os fiéis na palavra…” (1Tm. 4:12)
“Em tudo te dá por exemplo de boas obras…” (Tt. 2:7)
“os quais servem àquilo que é figura e sombra das coisas celestiais […] faze conforme o modelo que no monte se te mostrou” (Hb. 8:5)
“…mas servindo de exemplo ao rebanho. ” (1 Pe. 5:3)
Notemos que em todos estes casos a palavra typos foi usada com a idéia de correspondência ou semelhança. Um devia combinar com o outro.
Em cada um desses versículos um elemento corresponde ao outro.
A contrapartida do tipo , a parte correspondente, é chamada de antítipo, ou seja, correspondente ao tipo.Vamos examinar 1 Pedro 3:21. Neste versículo aprendemos que o batismo é um antítipo do dilúvio, ou seja, o dilúvio serviu como tipo, modelo, prefiguração do batismo. Nos dois casos a palavra significa julgamento; o dilúvio significou a morte para os perversos, e o batismo nas águas significa a morte de Cristo e a identificação do crente com ela. Notemos que a idéia de semelhança está presente.
Examinemos agora Hebreus 9:24. Somos esclarecidos que o santuário, ou santo dos santos no tabernáculo, era um cópia do verdadeiro tabernáculo nos céus.
Em 1 Timóteo 1:16 vemos que a completa longanimidade de Cristo, na vida de Paulo, serviria de exemplo para os que viessem a crer nele. Paulo usou o mesmo termo em 2 Timóteo 1:13.
Temos dois significados associados:
1- Exemplo ou modelo a ser seguido:
“Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (Jo. 13:15)
“…para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.” (Hb. 4:11)
2- Sombra: Assim como uma sombra é a imagem produzida por um objeto, assim certos elementos do Antigo Testamento eram um esboço das coisas que haveriam de vir. Aparece três vezes no Novo Testamento com este sentido figurado.
“os quais servem àquilo que é figura e sombra das coisas celestiais…” (Hb. 8:5)
“Porque a lei, tendo a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas…” (Hb. 10:1) “…que são sombras das coisas vindouras…” (Cl. 2:16-17)
Uma sombra é algo vago ou transitório, mas também representa certa semelhança.
Cada um desses significados contém a idéia de correspondência ou semelhança. Porém nem sempre um tipo oficial no Antigo Testamento prefigura algo no Novo Testamento. Muitas vezes o sentido é de padrão ou modelo a ser seguido.
QUANDO O TIPO É TIPO?
SEMELHANÇA
A primeira característica de um tipo é a sua semelhança ou correspondência com o antítipo. Mas não devemos pensar de que se trata de uma correspondência superficial. Deve ser algo natural, e não uma correspondência forçada. Vimos nos exemplos anteriores a existência de uma semelhança concreta. Porém, nem tudo que possui um elemento correspondente é um tipo, embora a relação de semelhança e correspondência deva estar obrigatoriamente presente em todos os tipos. Existem inúmeros elementos no Antigo Testamento que encontram correspondência no Novo, mas não são tipos necessariamente. Os fatores que apresentamos a seguir também são importantes para a caracterização de determinação de um tipo.
REALIDADE HISTÓRICA
Os fatos, personagens ou elementos do Antigo Testamento que são tipos de coisas do Novo possuíram realismo histórico, ou seja, realmente existiram e os fatos foram reais e testemunhados, não foi uma coisa imaginária. Quando em nosso estudo da Bíblia nos deparamos com um tipo não devemos inventar ou procurar significados ocultos. Devemos nos concentrar nos fatos históricos, pois o tipo deve surgir naturalmente no texto, ao invés de ser algo que o intérprete acrescente no texto. O tabernáculo é um tipo (conforme Hb. 8:5), mas isso não significa que cada detalhe de sua construção represente de alguma forma, uma verdade neotestamentária.
PREFIGURAÇÃO
Os tipos são uma forma de profecia, pois contém traços de predição e simbolismos. O tipo é uma sombra que indica outra realidade (Cl. 2:17). O tipo sempre aponta para frente. Então quer dizer que as personagens do Antigo Testamento sabiam que diversas coisas eram tipos? Quando os israelitas matavam os cordeiros, eles sabiam que isso simbolizava Cristo, a quem João Batista referiu-se como “Cordeiro de Deus” (Jo. 1:29) ? Será que Melquisedeque sabia que ele representava a Cristo (Sl. 110:4; Hb. 6:20)?
É muito improvável que tivessem consciência dos antítipos (representação futura do tipo) e provavelmente não tinham pleno conhecimento destas relações entre tipos e antítipos. O fato de alguns fatos e personagens fossem tipos isso não quer dizer que as pessoas dessa época reconhecessem essa natureza representativa.
ELEVAÇÃO
Na tipologia, o antítipo é sempre mais importante do que o tipo correspondente. Cristo é superior a Melquisedeque, a obra redentora de Jesus é superior à páscoa celebrada pelos judeus. Muitos aspectos do Novo Testamento ilustram verdades do Novo, mas se não houver esta elevação não se trata de tipos.
PLANEJAMENTO DIVINO
Os tipos não são meras ilustrações para que os leitores da Bíblia prestem mais atenção aos fatos. Na verdade esta correspondência foi planejada por Deus. O tipo foi idealizado por Deus para apresentar uma similaridade com o antítipo, que por sua vez foi criado por Deus para ser o “cumprimento” do tipo. Podemos crer que houve um planejamento de Deus, pois se passaram muitos séculos até que o antítipo pudesse “cumprir” aquilo que o tipo representava.
Na questão da interpretação dos tipos muitos estudiosos assumem posições diversas, conforme abaixo:
1- Tipos são apenas os que se encontram expressos no Novo Testamento
2- Tipos estão explícitos, mas também podem estar implícitos, não declarados.
Devemos ter o cuidado de não cairmos no mesmo erro de alguns intérpretes, de enxergar tipos implícitos (se assim existirem) na Bíblia, gerando mais alegorias e interpretações errôneas da Bíblia. Não devemos confundir as figuras de linguagem, vistas anteriormente, com os tipos, que estamos estudando.
Nos tópicos seguintes vamos estudar como descobrir quais personagens, fatos e elementos devem ser tratados como tipos. Vamos descobrir com que finalidade Deus criou os tipos.
OS TIPOS DEVEM SER ENCARADOS COMO TIPOS NO NT?
Dadas as cinco características acima temos ainda de definir se os tipos são tanto os implícitos como explícitos ou apenas os expressamente declarados no NT. Devemos ter em mente que apenas correspondências não satisfazem a condição para se constituir um tipo. Sempre levemos em consideração o aspecto profético e o planejamento divino.
Um exemplo. Muitos estudiosos acreditam que Salomão simbolizasse Cristo. Podemos realmente afirmar que Deus nos conta a história de Salomão para retratar a Cristo?
Podemos claro, perceber algumas analogias e semelhanças, mas onde estão o aspecto profético e o planejamento divino?
Então como podemos estabelecer um limite para que simples semelhanças ou mesmo ilustrações não passem a ser entendidas como tipo?
Podemos estabelecer que o NT especifique claramente quais personagens e elementos do AT são prefigurativos do NT. O texto do NT deve indicar de alguma forma que determinado elemento ou personagem seja um tipo válido, ou de outra forma, deve ser rotulado. Ao contrário, as ilustrações e analogias podem ser mais facilmente identificáveis pelos estudiosos.
Um tipo pode ser definido como uma personagem ou acontecimento do AT que Deus planejou (projetou) para prefigurar ou preparar outro personagem ou acontecimento no NT.
Agora, uma ilustração é um acontecimento ou personagem que retrata uma verdade espiritual, com naturalidade e espontaneidade, sem, no entanto, ser declarado como tipo no NT.
Com base nisso podemos, por exemplo, dizer que a Arca de Noé não é um tipo da Igreja, mas pode ser facilmente ilustrada como tal. Podemos dizer que o profeta Elias ilustra um homem de oração, conforme Tiago nos diz em seu livro no capítulo 5 verso 17.
Devemos ter cuidado, pois uma simples analogia não deve ser entendida como um tipo.
Vejamos um comparativo entre Tipo, Ilustração e Alegoria na tabela 01.
Notemos que na Ilustração e Tipologia a realidade histórica é considerada, ao passo que na Alegorização este aspecto é descartado. A alegoria geralmente é apenas fruto da imaginação de seu intérprete.
QUE TIPOS SÃO VÁLIDOS?
Precisamos fazer as seguintes perguntas para sabermos quais os tipos válidos nas escrituras:
1. Existe semelhança clara entre o tipo e o antítipo? O tipo apresenta exatamente os mesmos fatos, princípios e relações que o elemento do NT correspondente?
2. O antítipo está de acordo com o contexto histórico do tipo?
3. O tipo é uma prefiguração ou prenunciação do antítipo? Ou não passa de um exemplo? O tipo aponta para o futuro?
4. O antítipo eleva ou “cumpre” o tipo, sendo ainda superior?
5. Conseguimos ver o propósito divino na relação tipo-antítipo?
6. O NT especifica de alguma forma o tipo e o antítipo?
5  Quais as etapas para a interpretação dos símbolos?
1. Descobrir o sentido literal do tipo.
2. Reparar no ponto de correspondência entre o tipo e o antítipo.
3. Reparar nos elementos de contraste, para evitar caracterizá-los como aspectos do tipo.
4. Prestar bastante atenção às afirmações do NT que confirmem a correspondência tipológica.
POR QUE SE PREOCUPAR COM A TIPOLOGIA?
Embora a princípio este estudo de tipologia aparentemente não seja tão útil ele é importante para vermos a mão de Deus durante toda a história da humanidade. Podemos com este estudo constatar que Deus planejou cada acontecimento e usou algumas pessoas e acontecimentos para retratar aspectos de Cristo e seu relacionamento com a igreja. E por que não dizer também para nos defender das heresias que tentam entrar em nossas igrejas?
Quando usamos os seis critérios de identificação dos tipos temos instrumentos mais precisos para interpretar o Antigo Testamento, e desta forma não ficamos de frente a um mar de incertezas sobre o que Deus quis realmente nos transmitir.
A COMPREENSÃO DOS SÍMBOLOS
EM QUE CONSISTE UM SÍMBOLO?
Símbolo é uma figura, marca ou sinal que representa ou substitui outra coisa. Lembremos que o tipo representa um elemento futuro, mas o símbolo não está preso à idéia de tempo. Em um dado momento na história, o tipo tem seu cumprimento, ou seja, aquilo que ele representava no AT já se cumpriu no NT. Por exemplo, o tabernáculo no deserto representava a Cristo, era tipo de Cristo. Nenhum outro tabernáculo lembrava ou falava de Cristo. Agora quando dizemos que um leão representa a Cristo, qualquer leão pode significar isto, pois são as características do leão que são mencionadas e não os aspectos proféticos.
QUAIS PRINCÍPIOS APLICAM-SE NA INTERPRETAÇÃO DOS SÍMBOLOS?
1- Reparar nos três fatores da interpretação de símbolos: o objeto (símbolo), o referente (elemento simbolizado) e o significado (semelhança entre símbolo e referente) – Em I Jo 1:29, o cordeiro (objeto) identifica a Cristo (referente) e o significado é que Cristo serviu de sacrifício como muitos outros cordeiros.
2- Lembrar-se de que os símbolos são fundamentados na realidade. – Quando se diz que Cristo é um cordeiro ou leão, não quer dizer que Cristo seja literalmente um cordeiro ou leão. Mas, como estes animais existem é possível estabelecermos uma correspondência entre estes animais e Cristo. Nas passagens proféticas, muitas vezes os símbolos são fundamentados na imaginação ao invés dos fatos. Vejam Ap. 17:3 e Dn. 7:6. Porém estes símbolos têm elementos reais.
3- Descobrir qual o significado ou semelhança, se existente, o texto atribui de forma explícita ao referente – Quando existe u símbolo em uma profecia, o texto geralmente o indica. Por exemplo, em Ap. 9:1, a estrela que caiu do céu é identificada no verso 2 como “ele”. Comparando com Ap. 20:1, parece não restar dúvida de que se trata de um anjo. O dragão do verso 2 é identificado com Satanás.
4- Se o versículo não indicar a semelhança, consultar outras passagens e verificar qual a característica principal entre o símbolo e o referente. – João referiu-se a Cristo como “o Cordeiro de Deus”, sem, contudo, explicar a semelhança.
5- Tomar o cuidado de não atribuir ao referente a característica errada do símbolo – Um leão é forte e feroz, mas apenas sua ferocidade está relacionada a Satanás (I Pe. 5:8). A sua força refere-se a Cristo (Ap. 5:5) .
6- Procurar o elemento principal de semelhança – Resista à tentação de traçar muitos paralelos entre o símbolo e o elemento que simboliza.
7- Entender que um elemento principal pode ser representado por vários símbolos. – Cristo é simbolizado por um leão, cordeiro, um ramo, raiz, etc. O Espírito Santo é simbolizado pela água, pomba, vento, azeite.
8- Na literatura profética, não presumir que, pelo fato de da profecia conter alguns elementos simbólicos, tudo mais na profecia seja também simbólico. – Em apocalipse 19:19, a “besta” é um símbolo, porém “os reis da terra, com seus exércitos” não deve ser encarado como símbolo. No versículo 15 a espada que sai a boca de Cristo é um símbolo de seu juízo, mas isso não quer dizer que as nações citadas devam ser encaradas como símbolos também.
9- Na literatura profética, não transformar em símbolos as descrições de fatos que sejam prováveis ou plausíveis. – Em Apocalipse 8:12 diz que um terço do sol, da lua e das estrelas serão feridos e escurecerão. Como se trata de um fato plausível, isto não deve ser interpretado como um símbolo. Em Apocalipse 9, os gafanhotos que saíram do abismo devem ser entendidas ao pé da letra, pois o fato de gafanhotos, ou criaturas parecidas com gafanhotos, saírem do abismo é plausível. No passado esta passagem foi interpretada como símbolo dos turcos invadindo Israel.

ALGUNS EXEMPLOS DE SÍMBOLOS NA BÍBLIA
Hoje em dia também temos simbolismos em nossas igrejas. O batismo e a ceia são dois deles. O batismo simboliza a identificação do cristão com a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Quando participamos da ceia estamos simbolicamente proclamando a morte de Jesus, o pão simboliza seu corpo que foi partido na cruz e o cálice simboliza seu sangue que foi derramado para remissão dos pecados.
NÚMEROS SIMBÓLICOS
Alguns números nos transmitem determinantemente as idéias pelo fato de estarem sempre associados a alguns eventos específicos. Por exemplo, o número 7, é freqüentemente associado à perfeição.
Gn 2:2, 3
Ap. 1:12
Ap. 4:5
Ap. 5:1
Ap. 8:1
O número 40 costuma ser relacionado com provação.
40 anos de Moisés em Midiã (At. 7:29,30)
40 anos de Israel no deserto (Nm. 32:13)
40 dias que Jesus foi tentado (Lc. 4:2)
Apesar de estes números transmitirem estes simbolismos não podemos deixar de atribuir-lhes o sentido literal. Ou seja, mesmo o número 40 representando provação, Jesus foi realmente provado durante 40 dias literais. O número embora representando a perfeição não nos dá o direito de fugir da interpretação literal. No caso dos candeeiros podemos interpretá-los como sendo em número de sete.
NOMES SIMBÓLICOS
Os nomes de certas pessoas e lugares na Bíblia possuem significado simbólico. Porém não devemos procurar significados nos nomes, a menos que a Bíblia nos indique. Mães
O nome Eva significa “vida” e foi dado por Adão, por ser a mãe de todos os viventes (Gn. 3:20) Deus mudou o nome de Abrão em Abraão com o intuito de mostrar-lhe que ele seria pai de muitos povos.
Abrão significa “pai exaltado” e Abraão significa “pai de muitos”. Deus também mudou o nome de sua esposa de Sarai para Sara, que significa “princesa”.
As mães também costumavam dar nomes aos seus filhos de acordo com as circunstâncias do nascimento da criança.
Jacó não amava sua esposa Léia, por isso quando ela teve seu primeiro filho, ela o chamou de Rubem. A palavra Reuben em hebraico significa “o Senhor atendeu a minha aflição”. Seu segundo filho, Simeão, tem o sentido de “aquele que ouve”. Levi, seu terceiro filho, significa “unido”, pois pensou que depois de três filhos Jacó a fosse amar um pouco mais e sua família fosse permanecer unida.
Seu quarto filho, Judá, recebeu este nome pois tem o significado de louvor. Como havia dado a Jacó 4 filhos ela louvava a Deus, pois pensava assim ter o amor de Jacó. (Gn 29:31-35) A filha de Faraó chamou ao menino que encontrou no rio Nilo de Moisés, pois é parecido com o verbo “retirar” em hebraico. (Ex. 2:10). O nome Daniel significa “Deus julgou” ou “Deus é eu juíz”. Porém o rei Nabucodonosor mudou seu nome para Beltessazar, que significa “Senhora, proteja o rei”. Era uma tentativa para fazer Daniel se esquecer de seu Deus. O mesmo aconteceu com seus amigos (Dn. 1:6,7). Jesus mudou o nome de Simão para Cefas (aramaico) e Pedro (grego) que significa pedra (Jo. 1:42), em referência ao seu futuro papel na Igreja (At. 2). Às vezes uma cidade ou nação ganhava outro nome. Deus chamou os líderes de Jerusalém de “príncipes de Sodoma” e seus habitantes de “povo de Gomorra” (Is. 1:10), pois seu pecado havia se igualado ao daquelas cidades. Os estudiosos divergem quanto à menção que Pedro fez de Babilônia em I Pe. 5:13 – deve ser entendida como a verdadeira Babilônia, no Oriente Médio? Ou foi usada apenas para fazer uma menção indireta a Roma para proteger os cristãos que vivia lá?
De acordo com a história, Pedro passou seus últimos dias em Roma, e seu “filho” Marcos, mencionado no mesmo versículo, pode ser João Marcos, que Paulo afirmou estar em Roma (Cl. 4:10).

A origem do Natal


A origem do Natal e seus aspectos históricos - Como surgiu o Natal? História dessa tradição
Entenda a origem e como surgiu a tradição do Natal, o que se comemora nesta data tão especial, seu simbolismo. O Natal é a solenidade cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo. A data para sua celebração é o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa. Conheça um pouco mais sobre a história do natal.
Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações. Ainda sendo uma festa cristã, é encarado universalmente por pessoas dos diversos credos como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.
Para entendermos a história do natal temos que buscar a origem da palava natal. Nas línguas latinas o vocábulo Natal deriva de Natividade, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Em inglês o termo utilizado é Christmas, literalmente "Missa de Cristo". Já na língua alemã, é Weihnachten e têm o significado "Noite Bendita".
No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume na época comemorar o aniversário e portanto não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho direto que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.
De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c..
Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adoptado para que que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e uma nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (NatalisInvistisSolis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.
Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origemnão-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.


sábado, 10 de março de 2012

QUEM SÃO OS ANJOS E OS DEMÔNIOS?








        QUEM SÃO OS ANJOS E OS DEMÔNIOS?


Acerca de dois meses venho estudando um assunto que tem me grilado muito: é sobre anjos e demônios.

Durante algum tempo eu tinha aprendido na igreja que ambos eram a mesma coisa, ou seja: que os demônios eram anjos caídos e que os anjos aprisionados eram anjos que haviam caídos com Lúcifer no principio. Só que isso, eliminava a queda de Gn 6, que geralmente é aplicado aos filhos de Sete. 

A interpretação tradicional diz que quando Satanás caiu levou consigo a terça parte dos anjos, e que alguns desses anjos Deus os prendeu em cadeias para serem julgados. Mas conta se que outros anjos, dos mesmos que caíram, estão soltos juntos com Lúcifer.

Eu ainda não encontrei nas passagens que tratam da queda de Satanás nenhuma alusão a outros que com ele caíram, exceto no Apocalipse. Só que lá me parece ser um evento ainda futuro, principalmente se houver ligação entre Dn 2.41- 45 com Ap 17.12,13. Se houver, então haverá mais uma queda no futuro de Daniel e de João.

Daniel fala de uma união de ferro com o barro, e ambos se misturarão por meio de casamento, ele não está se referindo à queda do Apocalipse? E um evento repetitivo da queda de Gn 6, com uma diferença de que lá no Apocalipse haverá a participação de Lúcifer no evento? 
Estou tentando compreender esse assunto e preciso de uma luz sua; quer seja me ajudando de uma forma direta ou recomendando a compra de algum livro que seja confiável sobre o assunto.

Vou lhe dizer qual é o meu entendimento em construção sobre isso: Lúcifer quando caiu, caiu sozinho (Is 14.12 ss. Ez 28, Lc 10.18). Depois veio a queda de Gn 6, e conseqüentemente o dilúvio. Esses anjos de Gn 6 estão presos e só sairão para serem julgados (Jd v 6. II Pd 2.4). Creio que sejam os mesmos citados por Pauloem I Co 6.3 embora eu não saiba por que serão julgados pelos homens. Talvez pelo fato de terem interferido no curso natural da humanidade inserindo um novo gene não humano nessa união. 

Depois disso, vem algo que me intriga muito Caio, é a galera que habitava em toda a região que Deus deu a Israel. Os caras eram enormes, Deus faz uma série de recomendações a Israel; inclusive,de não se misturarem com eles (Ex 34.11,16.). Eu me pergunto: Por quê? Será que não houve ai mais uma dos anjos? Pelo menos fica a idéia de que Deus estava preservando algo; esse algo talvez fosse à humanidade de Jesus.

Meu amigo, eu estou tentando entender esse negócio, me ajude...

Com relação aos demônios, não sei de onde vieram. Mas fico matutando umas coisas: Desconfio dos meninos que nasceram desses relacionamentos alienígenas, e que depois pereceram no dilúvio. Não seriam os demônios, espíritos desencarnados desses filhos dos anjos que pereceram no dilúvio? Pois ainda não fui convencido de que anjos incorporam em pessoas, (não sei; esse negócio de possessão demoníaca é muito complexo) e sim demônios. Parece que andam a procura de corpos para habitarem.

Eu quero ser convencido pela verdade. Só que todas essas minhas previas concepções se tornam em nada quando olho o texto de Paulo aos Efésios 6.12. Se esses principados e potestades citados por ele forem anjos maus, estão vou ter que começar tudo de novo, ou então abandonar por completo esse negócio de tentar entender isso. Se não, então só posso crer que sejam demônios sendo regidos por Satanás, e ai fica tudo como está, e eu continuo estudando esse negócio e outras coisas. 

Bom, penso já deu para o senhor entender quais são os meus grilos em relação a esse assunto, pois o assunto aqui já vai por demais se prolongando. 
Então meu amado, eu quero saber se lhe for possível me responder: qual é o seu entendimento sobre esse assunto? No que eu estou certo ou errado? Que luz o Irmão pode me dar sobre o assunto aqui tratado?

Meu amigo: eu lhe sou eternamente grato por sua atenção. Pergunto-lhe isso porque já perguntei para outras pessoas, inclusive pastores; mas as respostas são as mesmas que eu já vi, não acrescentam nada do que eu já sei.

Os livros que já li são por demais tendenciosos seguem tão somente a mesma linha de interpretação, de forma que falam a mesma coisa.
Sei que o senhor é uma pessoa que não se omite em falar qualquer tipo de assunto, e por isso entre tantas outras coisas que venho perguntar-lhe isso.

Caio, muito obrigado meu amigo. Aguardo com expectativa a sua resposta a esse humilde e pequeno jovem servo de Deus.

UM FORTE ABRAÇO

Nele, que há de nos revelar todos os tesouros do conhecimento,

Eilson

___________________________________

Resposta:
Meu irmão Eilson: Graça e Paz!
A leitura de meu livro “Nephilim” (e que agora sairá com notas de roda-pé sobre o seu tema) poderá esclarecer você em muita coisa.
Assim, recomendo a leitura do “Nephilim”.

Em resumo:
1.                  A Bíblia não conta tal “pré-história”. Portanto, tudo o que se diz é pura conjectura. De fato, na Escritura ou mesmo no que Jesus disse (incluindo os apóstolos), não há a menor referencia ao “evento-queda de Satanás”. Jesus simplesmente afirma a existência de Satanás, tanto quanto afirma a existência de anjos e demônios. E pronto. Não fala de nada que não seja a constatação óbvia acerca da presença do mal no mundo. O resto é especulação.

2.                  Essa “ordem de coisas” sobre a qual você aventou não passa de uma construção humana. Foram os teólogos dos primeiros séculos que tentaram dar seqüência ao que não foi ensinado com nenhuma cronologia. Entretanto, a maior “invenção” veio dos pentecostais dispensacionalistas dos últimos dois séculos.

3.                  As possíveis relações entre o livro de Daniel e o Apocalipse (ou mesmo com respeito ao “sermão escatológico de Jesus) — podem existir em alguns aspectos, mas não de modo equivalente e simetricamente complementar. Apenas a titulo de exemplo, a tal união entre ferro e barro no livro de Daniel (Cap. 8-10), faze alusão ao império de Alexandre, o Grande; e, depois dele, a repartição de poderes entre quatro generais: Lisamaco, Cassandro, Ptolomeu e Seleuco; e o casamento entre o ferro e o barro refere-se à Cleópatra. Portanto, fala-se de algo que já aconteceu historicamente. Entretanto, Jesus mandou que se ficasse atento à reincidência história do Abominável da Desolação, o qual, histórica
mente, já havia se manifestadoem Antíoco Epifânio, original da ala de Seleuco, mas que teria ainda seu superlativo escatológico por vir.

4.                  Desejar criar uma conexão exata entre Daniel e o Apocalipse é tolice. Há e pode haver pontos de contato e de complementaridade, ou mesmo alguns aspectos de Daniel que podem iluminar o entendimento do Apocalipse, mas longe de se poder fazer as “contas e as comparações” que os teólogos dispensacionalistas fizeram; assim condicionando as pessoas a tais “entendimentos” como se fossem provenientes da Escritura — não sendo nada além do exercício de sistematização e construção que fizeram.   

Com relação a anjos e demônios, tanto a Escritura como também Jesus, nada disseram acerca de suas origens; exceto que anjos são ministros de Deus agindo em favor dos que hão de herdar a salvação.
Demônios apenas são constatados por Jesus e expulsos. Sobre a fixação deles quanto a possuírem corpos, Jesus mesmo disse que é assim.
Assim, eis o que se pode dizer sem especular
:
1.                  Que houve uma queda de Satanás em algum lugar-dimensional antes de haver humanidade. A Serpente estava no Jardim. O que se diz no Gênesis acerca de que antes desta criação a Terra estava “catastrófica e vazia” (hebraico), pode insinuar que algo um dia organizado se catastrofizou antes da criação da presente ordem natural de coisas.

2.                  Que em Gênesis 6 se faz alusão não à descendência de Sete (outra forçação de barra dos teólogos), mas sim a algo de natureza alienígena — com os “filhos de Deus” (no Antigo Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de “filhos de Deus”; a saber: Gênesis 6:2, 4; Jo 1:6; 2:1; 38:70) tomando as “as filhas dos homens” para si; e com elas procriando (conceito estranho, porém é isso que está dito em Gênesis), gerando os “gigantes” ou “Nephilim” (os lançados fora...). Ora, tanto no livro de Enoque (citado por Judas apóstolo, tanto quanto usado por Paulo e Pedro em muitos dos conceitos que o livro apresenta), como também em toda a tradição judaica antiga (vide a alusão que Flávio Josefus faz ao tema), bem como na tradição cristã até Agostinho, o texto de Gênesis 6 era vista como dizendo apenas o que diz. Depois é que o conceito ficou estranho demais para os sentidos posteriores dos teólogos.

3.                  Que é impossível não associar as cartas de Pedro e Judas ao que o livro de Enoque diz sobre os anjos caídos e presos em cadeias.

4.                  Que em Enoque (fonte primordial do entendimento apostólico sobre o tema) os demônios são os espíritos dos filhos da união ilícita entre os “filhos de Deus” (anjos) e as “filhas dos homens” (mulheres belas). A leitura de Pedro e Judas não deixa margem para que se pense qualquer outra coisa. É ler com honestidade o livro de Enoque e compará-lo aos dois apóstolos citados, e se verá que o que digo é o que eles dizem.

5.                  Quanto aos mais, embora muito se possa ser dito, a maior parte tem que ser dita como especulação, posto que as Escrituras não são claras acerca do tema. Assim, qualquer certeza (conforme você busca) será sempre fruto da especulação, e não de uma revelação textual.

6.                  Que a afirmação de Jesus quanto ao fato que os anjos não se casam, apenas alude aos anjos em estado de obediência, mas não restringe a capacidade dos anjos de comerem, beberem, e de provocarem eventualmente até mesmo desejo sexual nos humanos, como aconteceu em Sodoma e Gomorra.

7.                  Que os Gigantes que aparecem depois do Dilúvio e que só desaparecem depois que os homens de Davi matam os últimos, são ditos como sendo descendentes do mesmo grupo de seres alienígenas descritos em Gênesis 6. Ora, é depois que os quatro últimos são eliminados que se diz que “Satanás se levantou contra Israel” (veja em Samuel).

Ora, aqui vai este resumo, porém, aconselho você a ler o “Nephilim”, bem como meu livro “Batalha Espiritual”, em cujos textos suas questões serão respondidas em escala ampla e muito mais detalhada — obviamente.
Concluindo digo que sua preocupação com este tema é superlativa, e não deveria ter a importância que você atribui a ele. Sim! Pois o que é essencial para a vida e a fé Jesus não deixou de fora do Evangelho.
Na realidade Paulo manifestou preocupação (escrevendo aos Colossenses) com aqueles que se ocupam de anjos e até do culto aos anjos.
O que importante está dito:

1.                  Satanás existe;
2.                  Os anjos existem;
3.                  Os demônios existem;
4.                  Homens julgarão anjos;
5.                  Anjos estão presentes em todos os eventos escatológicos;
6.                  Satanás terá poderes ampliados no final da História;
7.                  Jesus vence todos esses poderes hostis à vida humana.
8.                  Tais poderes já estão despojados na vida de todo aquele que crê — em razão da vitória da Cruz.     

O que passar disto é “sexo dos anjos”. Ou seja: é algo que não trás qualquer contribuição à prática do Evangelho hoje.
Espero ter sido útil a você!

Nele, a Quem anjos e demônios se curvam, pois Ele é o Senhor de todos os seres visíveis e invisíveis,
Caio