terça-feira, 6 de março de 2012

O CRISTO ANTES DO JESUS HISTÓRICO!






Quando Jesus disse: “Abraão viu os meus dias e regozijou-se” — o que imediatamente se pensa é em uma visão de natureza profética, completamente subjetiva, dada a Abraão.

Já quando Jesus diz: “Antes que Abraão existisse, eu sou” — se imagina apenas a afirmação da pré-existência divina de Jesus em relação a Abraão.

Ficamos, todavia, em razão das amarras teológicas sem mística e sem a simplicidade apresentada na Bíblia, impossibilitados de simplesmente aceitarmos o que sobejamente se diz nas Escrituras; ou seja: que nelas não apenas há o que a respeito de Jesus constava como profecia, mas, também, como manifestação do Cristo anterior ao Jesus da História; o qual, fartamente, se manifestou aos homens; e que, no ambiente das Escrituras bíblicas do chamado Velho Testamento, faz inúmeras inserções soberanas de Si mesmo antes da Encarnação de Deus em Jesus.

Todas as vezes que aparece o Anjo do Senhor — esse ente Santo, supra-angelical, que evoca para Si mesmo prerrogativas divinas e que aceita adoração humana —, se está falando doCristo antes de Jesus. 

Ora, esse Anjo do Senhor pervade as paginas das narrativas bíblicas sem pudor ou salvo resguardo algum. Na existência histórica de Abraão, por exemplo, Ele aparece sem pedir salvo conduto. Simplesmente chega, é visto, é adorado, é tratado como Deus; e como Deus/Senhor fala sem qualquer reserva.

No restante da história de Israel o mesmo acontece em diversas ocasiões, embora não seja meu objetivo discorrer sobre tais ocasiões aqui. O que me interessa, no entanto, é esse Cristo antes de Jesus na História humana.

A Teologia mais crente vai bem até aí em relação ao que estou afirmando, mas impõe limites; e, os tais limites são o pacto de Deus com Israel; ou seja: Cristo teria se manifestado antes de Jesus, mas apenas na História de Israel; sendo Israel, portanto, uma fronteira para Deus em Cristo antes de Jesus.

Eu, todavia, como creio na Liberdade Absoluta de Deus, e não o vejo preso nem a Israel e nem a Abraão; posto que aquele Melquizedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, que aparece do nadaa Abraão, e que é interpretado pelo escritor dos salmos e do da carta aos Hebreus como sendo claramente uma figura Crística, não aparenta carregar umbilicalidades de nenhuma natureza com Abraão ou com qualquer outro.

Na realidade o Anjo do Senhor, o Cristo antes de Jesus, sempre se manifestou aos humanos; de tal modo que nem mesmo no mundo inteiro — como diria João — caberiam as narrativas de tais acontecimentos.

De fato, o amor de Deus pelo mundo não tem nenhuma fronteira em Israel; não teve nem mesmo nos dias do Jesus Histórico; e, portanto, não teria no Cristo antes de Jesus.
Este mundo de humanos tem sido objeto da revelação do Cristo Eterno desde sempre; e nunca deixou e nem jamais deixará de ser.

Jesus é a manifestação encarnada Dele entre nós; é o testemunho explicito Dele a ser dado a todos os homens; mas não é o limite da Sua manifestação livre; afinal trata-se do Cristo antes de Jesus; mas Jesus é o Cristo; sendo por isto Jesus Cristo; não uma emanação budista de um dos Budas; mas o único Cristo de Deus, o único Cordeiro de Deus; o mesmo que também foi imolado antes de haver História; ou, como afirmam as Escrituras, antes dos tempos eternos, ou antes da fundação do mundo; ou, como diz Miqueias: “desde os dias da eternidade”.

Sua única manifestação Crística encarnada, todavia — com nascimento, morte e ressurreição —, aconteceu em Jesus, e em Jesus somente.

Porém, Sua manifestação na História é aquela que nunca faltou em nenhuma fase da História Humana, bem como em nenhuma manifestação do que quer que seja sequencia de existência de qualquer mundo, criação ou dimensão cósmica ou multi-cósmica.

Ele não é apenas “o Cristo de todos os caminhos”, mas também o Cristo de todos os mundos, camadas de existência ou dimensões!

O que na Bíblia se chama de “Ordem de Melquizedeque”, é apenas uma designação para determinar o Cristo Eternamente Deus/Livre de toda circunstancia humana, racial, étnica, histórica, social ou religiosa — além de claramente colocá-Lo no plano das multidimensionalidades em Suas revelações graciosas, soberanas e salvadoras.

Abraão viu os Seus dias e regozijou-se!... E pergunto: E quantos mais também não o viram ou o têm visto e se regozijado?

O Cristo a nós revelado é obvio em todas as camadas de existência da Criação em todas as suas dimensões! — provavelmente exceto para nós!

Ele é o Senhor, o Salvador e o Deus de toda Criação; e é triste que a Religião pretenda Dele fazer um deus seitificado, religiogizado, não apenas manifestado na História, mas preso aos acontecimentos da cronologia de dois mil anos atrás; em cuja ocasião Ele se deu a conhecer na linearidade do tempo/espaço, como a revelação do Mistério antes a nós oculto; mas já agora revelado de modo não sequencial a muitos, se não, a todas as formas de criatura e criação.

Esse Anjo/Cristo/Deus que se encarnou em Jesus, é o Deus de todos, mesmo antes do menino Jesus torná-Lo um fenômeno de fraqueza em morte no tempo/espaço.

Em Jesus o Cristo entra na História da mortalidade e dos limites absolutos; na História da Tentação; na História da Morte; na História da Ressurreição; na História da Humilhação e da Gloria como vitória sobre a dor, a fraqueza, o sofrimento experiencial e o andar em carne de mortalidade.

Ele, porém, nunca negou Quem fosse; e disse aos que tinham em Abraão a suprema referencia do seu parentesco com Deus em fé: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou!”.


Nele, que é de fato Deus e Senhor de tudo e de todos,

A QUEDA DE SATANÁS E AS NOSSAS QUEDAS SATÂNICAS!...






Paulo nos diz que a queda de Satanás deu-se em razão da soberba; e quando assim afirma faz uma advertência quanto a que não se “ordenasse” ninguém espiritualmente imaturo para o ministério do serviço aos santos; ou seja: à Igreja.

Na realidade pouco se sabe sobre essa “Queda de Satanás”, exceto pelas referencias arquetípicas que aparecem em Isaías e Ezequiel, a primeira relativa à soberba de Babilônia e a segunda concernentemente à soberba do Rei de Tiro.

No mais, não fosse pela alusão que Paulo faz à soberba do diabo e sua queda [laço], pouco ou nada se teria, posto que tudo o mais nos venha das construções judaicas extra bíblicas e do aproveitamento delas pelos primeiros “pais da Igreja”.

No entanto, havendo [...], como de fato há a figura real de Satanás, pouca coisa faz tanto sentido espiritual e psicológico, como atribuir sua “queda” ao pecado da soberba; ou seja: ao seu Narcisismo; e, nesse caso, a lenda grega do Narciso seria a versão não bíblica do fenômeno satânico do auto-encantamento com a própria beleza, grandeza, poder e formosura [...] — o que refletiria o Inconsciente Coletivo Humano como fonte de informação de tal ocorrência oculta nas sombras da Bíblia.

O fato, todavia, psicologicamente, é simples: toda criatura dotada de dons especiais corre o risco de surtar de paixão por si mesma!

E mais:

Seja isto [...] relacionado ao que quer que seja, porém, inevitavelmente este é um fenômeno que nunca se desvincula dos poderes da genialidade, da inteligência, da beleza, da força de persuasão, do charme encantador, do poder de influenciar, da capacidade de se fazer maior ou melhor [...] aos sentidos dos demais.

Entretanto, em nenhum espaço psicológico tal fenômeno encontra melhor ambiente de expansão do que na “vivencia do divino”; ou seja: na experiência do santo, do ungido, do espiritualmente elevado, do superdotado de dons; sejam dons de sabedoria, de conhecimento, de profecia, de milagres, de curas, de persuasão pela palavra..., etc.

A alma humana tem no Sublime que se aplique à criatura a sua maior e mais insidiosa tentação!...

É quando a criatura se acostuma a ser tão especial, que, não se esquecendo de si mesma [...], todavia, se esquece apenas da Fonte de Origem da Graça que a tornou tão especial.

Este é o pecado da virtude; o pecado da maravilha; o pecado da beleza [seja ela de que nível e perspectiva possam ser]; o pecado do poder que influencia e mobiliza; o pecado dos contemplados; o pecado dos seres singulares; o pecado dos celebrados; o pecado dos ungidos; o pecado dos profetas; o pecado dos líderes; o pecado dos que carregam oráculos; o pecado dos mestres; o pecado dos gurus; o pecado dos mensageiros que passam a crer que a mensagem é deles!

Ora, em qualquer ambiente da existência tal pecado se oportuniza; porém, quando acontece de ele ser vinculado explicitamente ao “divino”, então, sua potência e profundidade não têm termos de comparação.

Um homem ou mulher belo; um indivíduo rico materialmente; um político influente; um artista extraordinário; um empresário de sucesso; um grande proprietário; etc... — frequentemente se tornam arrogantes, altivos, soberbos e enfatuados; porém, nunca no nível dos que associam seus poderes aos da “divindade”.

Quando, porém, a “virtude” decorre da “representação” de Deus na existência, então tal surto se torna incontrolável em suas expressões de grandeza e delírio!...

Até mesmo os grandes reis e imperadores, ou mesmo líderes políticos como Hitler, precisaram de alguma forma de “unção divina” para que seus surtos de grandeza atingissem os níveis satânicos que alcançaram; e isto pode ser verificado em exemplos que nos vêm da antiga Suméria, dos gregos clássicos, dos babilônios, dos persas, dos romanos, dos papas cristãos, dos profetas e mulás políticos do islã, ou mesmo dos governantes políticos ungidos do protestantismo.

Entretanto, nada se compara em dissimulação de virtude satanizada e oculta [...] aos que exercem os papéis de ungidos do Senhor nos ambientes da religião; seja ela grande ou pequena; seja a partir de uma grande catedral ou no fundo de um quintal; seja com estolas e aparatos ou apenas com chapéu de palha na cabeça [...]; mas se o povo olhar para tal pessoa como o representante de Deus, então, inevitavelmente Satanás ali encontrará o seu lugar de instalação gradual e poderosa.

Daí a ênfase do Novo Testamento ser no Corpo de Cristo, e não em indivíduos como expressão de dons, carismas e poderes!

Sem que os dons sejam um exercício coletivo de poderes e graças, no Corpo de Cristo, todos surtam e tudo se sataniza. Sim; ninguém escapa!

Ora, até mesmo na coletividade do Corpo de Cristo, sem que o espírito simples de diaconia e serviço sejam a regra áurea, o surto inevitavelmente aparece; não na expressão do “eu sou”, mas na ufania do “nós somos”.

Não foi à toa que Noé, o salvador do mundo antigo tenha sido profanado sexualmente pelo seu filho Cão, pois, do contrário, seria mais do era como homem aos nossos sentidos; ou que Abraão tenha vacilado e duvidado, tomando Hagar para mulher, pois, do contrário, seria uma emanação de Deus no mundo; ou que Moisés tivesse que ter sido relativizado pela desobediência, não entrando na Terra da Promessa, pois, de outra feita, ele seria o Cristo; ou que Jó tenha tido suas iras e raivas expostos ante a tortura dos seus “amigos”, pois, sem que assim o fosse, ele nos seria “o varão de dores, e que sabe o que é padecer”; ou que Davi, o homem segundo o coração de Deus, tivesse que ter mostrado a sensualidade do seu coração de homem, pois, de outra forma, seria o rei dos reis; ou, para não irmos longe demais, que Pedro não tivesse negado e vacilado em algumas ocasiões, pois, em assim não tendo sido, seria mesmo, para todos [...], o Papa dos Papas; ou que Paulo não tivesse que ter carregado um espinho na carne, pois, de outro modo, seria um Médium entre o 3º céu e os homens.

São as revelações dessas desvirtudes humanas que salvam alguns humanos muito especiais de terem o destino de Satanás!

Aquele, porém, que não confessa os seus pecados, ou que não tem a benção de que eles sejam percebidos, ou que venha a dissimulá-los muito bem, em geral demonizam-se gradualmente sem que o percebam; e, mais adiante, tornam-se satanases de tropeço para si mesmos e para o povo.

Daí também a ênfase de Jesus em que o maior se tornasse o menor; que o mais elevado fosse o servo de todos; que o mestre fosse o que lavasse os pés dos demais; e, sobretudo, que se buscasse um lugar de humilhação diante dos homens, para que pudéssemos ser exaltados diante de Deus.

Sim; Jesus não apenas nos mandou sermos humildes de espírito, mas mesmo ordenou que nos humilhássemos diante dos homens; pois, do contrário, o coração de qualquer um viaja da vaidade à soberba sem que a pessoa note.

É somente em fraqueza que o poder de Deus pode se aperfeiçoar em nós; posto que a nossa natureza humana seja essencialmente satânica quando exposta ao “divino” sem que o seja em fraqueza.

O caminho da glória de Deus em nós é o caminho da nossa relativização consciente e confessada; bem como é a vereda do gloriarmo-nos nas nossas próprias fraquezas; pois, somente assim, em fraqueza, seremos fortes no poder de Deus.

Assim, somos remetidos para o caminho da fraqueza, do arrependimento que se confessa, da debilidade que se declara, da condição humana que não se esconde; e, sobretudo, somos remetidos a buscarmos em nós “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”; a fim de não cairmos no caminho satânico da usurpação do que é de Deus [...] e em nós esteja por Sua absoluta Graça.

Desse modo, quando vemos pessoas exaltando seus dons, ou convidando outras para provarem de seus poderes carismáticos; ou ainda: estimuladas pessoas a irem ao “lugar/divino/instituído para a manifestação do poder de Deus [...]; saibamos: estamos sendo cantados e seduzidos pela voz do próprio Satanás.

Olhemos para Jesus, que nunca fez propaganda de Si mesmo; e que não permitia que se divulgasse o que Ele mesmo fazia; posto que andasse segundo o Pai, e não segundo o diabo.



Nele, que a Si mesmo se humilhou e foi obediente até a morte, e morte de Cruz,

domingo, 4 de março de 2012

PROFECIAS


Profecia é um relato, muitas vezes com conotação religiosa, no qual se prevê acontecimentos futuros. A previsão profética pode surgir provisões, sonhos ou até mesmo encontros com um ser sobrenatural, sendo muitas vezes considerados como mensagens divinas. Aqueles que obtêm as revelações são, muitas vezes, chamados de profetas.
As profecias estão presentes na maior parte das grandes religiões.

A maioria das religiões cristãs acredita que somente Deus pode ver o futuro e muitas vezes é o desejo de Deus revelar fatos futuros ao homem. Para isso, Deus usava e ainda usa até hoje homens que recebem as suas revelações e as transmite por forma oral e/ou escrita. A crença que Deus fala aos homens sobre fatos vindouros está fundamentada em muitos textos da Bíblia tais como:
§  Lembrem do que aconteceu no passado e reconheça que só eu sou Deus, que não há nenhum outro como eu. Desde o princípio, anunciei as coisas do futuro; há muito tempo, eu disse o que ia acontecer. Afirmei que o meu plano seria cumprido, que eu faria tudo o que havia resolvido fazer. - Isaías 46:9 e 10
§  Por acaso, o SENHOR Deus faz alguma coisa sem revelar aos seus servos, os profetas? - Amós 3:7
§  Na manhã seguinte, todos se levantaram cedo e foram para o deserto de Tecoa. Ao saírem, Josafá ficou de pé e disse: - Povo de Judá e moradores de Jerusalém, escutem! Confiem no SENHOR, seu Deus, e estarão seguros; confiem nos profetas dele, e tudo o que vocês fizerem dará certo. II Crônicas 20:20
§  Deus diz ao seu povo: "As coisas que prometi no passado já se cumpriram, e agora vou lhes anunciar coisas novas, para que vocês as saibam antes mesmo que elas aconteçam." - Isaías 42:9
§  Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. - II Pedro 1:20-21
Muitas profecias bíblicas estão no passado e já são tomadas pelos cristãos como cumpridas. Segundo os cristãos, nenhuma profecia da Bíblia falhou, mas existem algumas que ainda estão por se realizar. Entre as profecias bíblicas já cumpridas podemos citar:
Profecia
Texto Bíblico
Almeida
Ling.Hoje
Destruição do Mundo com o Dilúvio
Deus disse a Noé: - Resolvi acabar com todos os seres humanos. Eu os destruirei completamente e destruirei também a terra, pois está cheia de violência.. - Gênesis 6:13
Destruição de Sodoma e Gomorra
Aí o SENHOR disse a Abraão: - Há terríveis acusações contra Sodoma e Gomorra, e o pecado dos seus moradores é muito grave. Preciso descer até lá para ver se as acusações que tenho ouvido são verdadeiras ou não... - Gênesis 18:20-21
Destruição de Jerusalém e do seu Templo
Algumas pessoas estavam falando de como o Templo era enfeitado com bonitas pedras e com as coisas que tinham sido dadas como ofertas. Então Jesus disse: -Chegará o dia em que tudo isso que vocês estão vendo será destruído. E não ficará uma pedra em cima da outra. - Lucas 21:5 e 6
Algumas vertentes cristãs acreditam que nem todos os livros da Bíblia estão escritos de maneira literal. Segundo estas, alguns livros apresentam textos que usam uma linguagem simbólica para apresentar profecias que seriam cumpridas muito tempo depois do livro ser escrito. Um dos maiores profetas da Bíblia foi Daniel. O livro de Daniel apresenta relatos sobre o fim do mundo, monstros e também anjos. Segundo algumas denominações cristãs, certas partes deste livro foram escritas com uma linguagem propositalmente simbólica e que requer uma maior busca para sua compreensão. Muitos estudiosos e teólogos defendem a idéia de que os profetas, inspirados por Deus, escreveram estes textos de maneira figurada, pois não era o desejo de Deus que fossem entendidos naquele tempo. Esta tese é baseada em textos bíblicos como abaixo:
§  Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. - Marcos 4:12
§  E ele respondeu: - Agora, Daniel, você pode ir embora, pois tudo isso deve ficar em segredo até o fim. Muitos serão postos à prova, e com isso se purificarão, e se aperfeiçoarão. Os maus continuarão na sua maldade, e nenhum deles entenderá o que está acontecendo, mas os sábios entenderão - Daniel 12:9-10
Os mesmos estudiosos defendem a ideia de que a própria Bíblia pode ser usada para compreender as profecias nela contidas. Existem 3 distintas linhas na interpretação de profecias bíblicas, a Interpretação Preterista, Interpretação Futurista e a Interpretação Historicista. Os historicistas acreditam que existem algumas profecias, como as escritas por Daniel (Profecia da Estátua de Nabucodonosor e a Profecia dos 4 animais) que são profecias parcialmente cumpridas e que em breve estarão totalmente realizadas. Ou seja, estas profecias estão sendo cumpridas durante a história da humanidade, chegando até mesmo aos nossos dias e nos remetem a fatos futuros que ainda não aconteceram.
A interpretação preterista [7] entende que todas as profecias descritas já ocorreram, não restando nenhum resquício para ser cumprido posteriormente ao fechamento do relato bíblico. A interpretação futurista[8] defende que, alem da situação local a que a profecia se referia, ainda que já cumprida historicamente, há conteúdo místico e intertemporal nela, podendo sugerir que os mesmos fatos descritos se refeririam a acontecimentos localizados no futuro, sendo que se diferenciam dos historicistas justamente por afirmarem que todas as profecias ainda podem ser projetadas para o futuro e não apenas algumas.

Ceticismo

De acordo com os céticos, muitas das profecias aparentemente cumpridas podem ser explicadas como coincidências (possivelmente auxiliadas por imprecisão e vagueza da própria profecia), ou que algumas profecias foram realmente inventadas após o fato ocorrido para combinar com as circunstâncias de um evento passado ("pós-dicção").Bill Whitcomb observa em seu livro "The Magician's Companion",
"Um ponto a lembrar é que a probabilidade de um evento se alterar logo que uma profecia (ou adivinhação) é feita. . . . A precisão ou resultado de qualquer profecia é alterada pelo desejos e apegos do vidente e aqueles que ouvem a profecia."

Profecias Nativas Americanas

Inúmeros casos de profecia existem entre as populações nativas da América. O Onandaga e o Hopi, entre outros, têm profecias que aparecem para se relacionar com os tempos que estamos entrando agora.Por exemplo, Onandaga fala de um tempo quando a água não será boa para beber dos córregos. Isso, dizem eles, vai significar o início de um período que eles chamam de grande purificação, onde os povos vai passar por provações imensas para se purificarem da influência corruptora que os cercam. Isso, dizem eles, será visto como um período de alegria para aqueles que entendem o que está acontecendo e se engajar nesse período como um tempo de purificação, mas será um período de imenso sofrimento para aqueles que se agarram a sua visão de mundo corrompido e estilos de vida. O Livro do Hopi pode ser visto como uma obra de profecia -. Discute tanto a história antiga das idades que vieram antes, a idade atual, e os tempos que virão
Existe um problema em verificar a maioria das profecias nativo americanas, na medida em que permanecem primordialmente em uma tradição oral, e, portanto, não há como citar referências de onde foram escritos no papel. Em seu sistema, a melhor referência é uma pessoa idosa, que atua como um repositório da sabedoria acumulada de sua tradição.
Em outro tipo de exemplo, está registrado que há três profetas dogrib que alegou ter sido divinamente inspirada para levar a mensagem de Deus do Cristianismo ao seu povo. Esta profecia entre os dogrib envolve elementos como danças e transe como estados.

Budismo

O Haedong Kosung-jon (Biografias de Monges de Alta classe) registra que o rei de Silla Beopheung tinha desejado a promulgar o budismo como religião do Estado. No entanto, os oficiais de sua corte se opunham a ele. No décimo quarto ano do seu reinado,o"Secretario" de Beopheung , Ichadon, concebeu uma estratégia para superar a oposição do tribunal. Ichadon planejou com o rei, convencendo-o a fazer uma proclamação garantindo o budismo como religião oficial do estado com o selo real. Ichadon disse o rei a negar que tenha feito tal proclamação, quando os oficias opositores a receberam e exigiram uma explicação. Em vez disso, Ichadon iria confessar e aceitar a punição de execução, pelo que rapidamente seria visto como uma falsificação. Ichadon profetizou ao rei que em sua execução um milagre maravilhoso iria convencer o tribunal da facção adversária do poder do budismo. Esquema de Ichadon saiu como o planejado, e os oficiais opositores morderam a isca. Quando Ichadon foi executado no dia 15 do mês 9, em 527, sua profecia foi cumprida, a terra tremeu, o sol escureceu, belas flores choveram do céu, sua cabeça decepada foi para as montanhas sagradas Geumgang, e leite em vez de sangue pulverizado foi espirrado a 100 pés no ar do seu cadáver decapitado. O presságio foi aceito pelos oficias judiciais opostos como uma manifestação de aprovação dos céus, e o budismo foram feita a religião do estado em 527 d.c.


I - O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO

a) O profeta -  O que poderia parecer mero descuido da Lei para o homem comum, era visto como um horrendo desastre pelo profeta, tal sua sensibilidade diante do pecado, Jr 2: 12, 13, 19. O profeta não somente ouvia a voz de Deus como sentia seu coração, Jr 6: 11; 20: 9. Tal sentimento era consequência de um estreito relacionamento com Deus, Am 3: 7; assim, compreendia melhor do que ninguém os propósitos de Deus para o povo com quem tinha um pacto.
b) A mensagem dos profetas normalmente continha advertências aos que colocavam sua confiança em outras coisas e não em Deus, tais como na sabedoria humana, Jr 8: 8, 9; 9: 23, 24; na riqueza, Jr 8: 10; na autoconfiança, Os 10: 12,13; no poder opressor;  em outros deuses.
Constantemente o profeta desafiava a falsa santidade  do povo judeu e tentava desesperadamente encorajar sincera obediência à Lei.
c) A dedicação - Os profetas eram homens totalmente dedicados a Deus. Detestavam o “meio" compromisso, a entrega parcial a Deus. A fidelidade ao Senhor deveria ser total. Isso implicava em esforçar-se para levar o povo a uma completa submissão a Deus. Os profetas não aceitavam uma sociedade injusta, mas lutavam pela manutenção dos princípios do pacto do Sinai e por eles davam a vida.  Condenavam especialmente a opressão social, ou seja, não admitiam que os mais ricos explorassem os que nada tinham, Am 4: 1. Também pregavam contra a bajulação aos abastados, usada para conseguir qualquer favor, Am 6: 1. Por esses posicionamentos, vemos que o povo de Deus tinha e tem de ser comprometido com o seu Deus e não com o homem. A mensagem profética é muito atual.
II - O PROFETA NA IGREJA PRIMITIVA
No Novo Testamento não há o ofício profético como havia no Antigo, mas há o dom de profecia,  1Co 12: 28, 29 e Ef 4: 11. Nessas passagens, o profeta é citado imediatamente após os apóstolos, e está associado aos mestres, como se vê na Igreja de Antioquia, At 13: 1. Eram também considerados alicerces (fundamentos) sobre os quais a Igreja foi edificada,  Ef 2: 20.
Os profetas do Novo Testamento tinham como função a proclamação e a predição; eram canais através dos quais Deus transmitia uma orientação especial à Igreja. Foi, por exemplo, o que fez Ágabo, At 11: 28; 21: 10 e 11; e Judas e Silas, At 15: 32. Esses homens, usados pelo Espírito Santo, tinham objetivos definidos em sua atuação, 1Co 14: 3; tornando-os responsáveis pela pregação da mensagem completa sobre o pecado e a salvação, alertando sobre a ira e a graça de Deus.
Os profetas do NT não eram fonte de novas verdades doutrinárias a serem absorvidas pela Igreja e sim expositores da verdade já revelada por Jesus e pelos apóstolos.  Eram dotados do dom sobrenatural de conhecer, e com a liberdade de revelar, os “segredos do coração humano”, 1Co 14: 24,25.
Para que o emocional e o humano não se impusessem ao divino, trazendo prováveis confusões, Paulo declara que outros cristãos experientes têm liberdade de julgar o que for profetizado, 1Co 14: 29; ou seja, qualquer declaração profética está sujeita a exame e só pode ser aceita se for achada na mesma linha dos ensinos dos apóstolos, 2Co 11: 4.
III - O PROFETA NA IGREJA HOJE
Não se pode perder a noção de que a responsabilidade da Igreja Local e a sua direção espiritual estão com o pastor, que é auxiliado pelos presbíteros, no que lhes cabe, e por todos aqueles que possuem talentos e dons. É isso que se interpreta com base no significado do próprio título “pastor” (bispo) como está em  At 20: 28.
Portanto, ao pastor cabe transmitir à Igreja as mensagens como diretrizes para o rebanho do Senhor.  protetor designado pelo Senhor para aquela localidade.  Logo, o que possui o dom de profecia deve alinhar-se com o pastor e ajudar a promover a paz e o crescimento do rebanho, 1Co 14: 33, repreendendo as distorções sem se intimidar com os que agem como Jezabel, Ap 2: 20.
Para concluir, precisamos deixar claro que os profetas canônicos existiram até João Batista, Mt 11: 13; mas no NT e, portanto, na Igreja, há o dom de profecia, que é concedido pelo Espírito Santo que habita no crente, 2Co 6: 16. Todo crente, e aí se inclui também o pastor, foi comissionado por Jesus, Mc 16: 15, para transmitir ou expor sua mensagem, segundo a Bíblia a apresenta, falando em nome de Deus.
A maioria dos homens ainda não conhece e nem vive essas verdades e o Senhor está esperando que seus pregadores se despertem e anunciem sua santa vontade.
Pois muito se apossa desse titulo para fazer confusão nas igrejas evangélicas trazendo uma falsa esperança para os crentes, os profetas que a si mesmo dizem homens e mulheres de Deus (2 REIS 1: 9-15 Elias sempre colocava a palavra se  eu for um homem de Deus quero lhe dizer que homens de Deus não diz que é deixar os outros observar que vc é). Onde só profetiza coisas favoráveis mais onde ficar a edificação e exortação na boca dos profetas, nunca se viu tanto profeta, mas também tanto pecado no meio do povo.

A maioria dos homens ainda não conhece e nem vive essas verdades e o Senhor está esperando que seus pregadores se despertem e anunciem sua santa vontade.




Mitos sobre a Criação do Mundo


Mitos sobre a Criação do Mundo

De onde provém a terra? Como se formou o Universo? Muito antes das teorias científicas sobre a origem do mundo, todas as religiões, todas as culturas do planeta, tinham já dado resposta a estas perguntas.
 Egipto: A terra surgiu do Nilo 

Havia no Egipto Antigo vários mitos sobre a criação, contam-se pelo menos 10 divindades criadoras.
Antes de todas as coisas não havia senão trevas e “água primordial”, o Nun (oceano à semelhança do Nilo que continha todos os germes da vida).
Surgiu o senhor todo-poderoso Atum, que se criou a si próprio a partir do Num, por ter pronunciado o seu próprio nome, depois teve 2 gémeos, um filho Chu (que representava o ar seco) e uma filha Tefnut (ar húmido). Estes separaram o céu das águas e geraram Geb – a terra seca e Nut – o céu.


Grécia: A união do Céu e da Terra 
        
Para os Gregos, o início da criação era o Caos, e este gerou Érebo (a parte mais profunda dos infernos) e Nyx (a noite). Estes fizeram nascer Éter (o ar) e Hémera ( o dia).
Depois Gaia (terra) tornou-se a base em que todas as vidas têm a sua origem. Úrano (céu) casou-se com Gaia (terra). Todas as criaturas provêm desta união do céu e da terra (titãs, deuses, homens).

  
Criação Bíblica

1º Dia – “Deus criou o Céu e a Terra”
2º Dia – “Deus fez o firmamento e separou umas águas das outras e chamou firmamento de Céu”
3º Dia – Houve a Terra e os Mares
4º Dia – Deus separou os dias e as noites
5º Dia – Surge peixes e aves
6º Dia – Surgem outros animais. Deus cria o Homem
7º Dia – “Deus descansou”     
                               
  
Teoria do BIG BANG

Teoria mais aceite sobre a origem do Universo, segundo ela o Universo teria nascido a partir de uma concentração de matéria e energia extremamente densa e quente.
Nesse momento, ocorre uma explosão, o chamado Big Bang, que desencadeia a expansão do Universo, depois a matéria arrefece e passados um bilhão de anos, a matéria agrega-se para formar as primeiras galáxias.